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Durante anos, a existência da magia e dos próprios bruxos fora mantida em segredo, com os cuidados do Ministério da Magia. Mas agora, algo ameaça isso que eles tanto prezam. O que pode acontecer se as opções escolhidas no passado colocarem em risco o futuro?

Nos últimos tempos, o controle de criaturas mágicas tem sido muito mais rígido, devido às ações de segurança do, então eleito, novo ministro da magia. Segundo ele, essas criaturas inferiores não necessitam de metade dos direitos impostos por seu antecessor.

Seguindo suas ordens, o Ministério passou a controlar o número de indivíduos de cada raça, assim como demarcar o seus territórios mais rigidamente. Com o controle e o território rigidamente estruturados, as condições foram de mal a pior, e como conseqüência algumas raças começaram a se rebelar.

A noticia da extinção de uma delas incentivou a criação de um grupo contra o ministério. O profeta diário, diz ser de fonte segura a informação publicada na edição do dia 29 de Setembro de 2052, a qual afirma que há no mínimo dois representantes de cada raça, aparentemente liderados por um centauro.

Murmúrios levaram os acontecidos até Azkaban, mesmo o ministro tentando pessoalmente abafar o caso. O movimento nas poucas celas ocupadas começaram a surgir, e pouco tempo depois houve uma inevitável fuga, ocasionada pela falta de atenção do ministério para com a vigilância de seus prisioneiros.

Apesar dos grandes esforços na busca, alguns deles ainda não foram encontrados, e por esse motivo o ministério precisou se manter alerta para este fato também. Os problemas começaram a surgir e estão cada vez pior, as esquinas nunca foram tão ameaçadoras. E agora, o Ministério sozinho já não é o suficiente.


Período - What's going on now?


Dia: 23/11/2052, Sábado
Início do Período: 29/05/2010
Fim do Período: 25/07/2010
Tempo:
11°C, tempo frio com ventos se intensificando no meio da tarde, céu aberto.
Lua: Cheia
Ações: - Visitação ao povoado de Hogsmead
- Ações da trama
- Outras ações diversas
Aulas: Período livre de aulas






Rodrigo
Felipe
Amily
William
Amanda
Ramires



Slytherin 149
Gryffindor 085
Ravenclaw 111
Hufflepuff 108




The Star

Sorata Matsuri
A pirralha. Dentre as pessoas ali ela seria a primeira que eu imaginaria negando-se a aparecer. Kamui rodou os olhos quando encerrei a conversa amigável que estávamos tendo e fui na direção da mesa. Do modo silencioso que me aproximei, seria improvável que ela tivesse notado minha aproximação, já que estava de costas.

- pensei que seria a última pessoa que veria por aqui... – comentei, quando estava próximo, cruzando os braços enquanto observava sua figura.


The Villain

Lúcifer Deimos
- Você agindo desta maneira me parece mais um gatinho acuado do que um anjo , Gabriel.

Lucifer riu da tentativa falha de gabriel de lhe assustar e com a mão que ainda lhe prendia voltou a lhe prender conta a parede desta vez apertando seu corpo contra a mesma, e fazendo com que a Varinha do Enkelis caísse no chão.

- Não precisa ter medo, deixe-me começar e você vai pedir por mais.


The Gentleman

Ongaku Matsuri
- Calma, calma... eu tenho um plano! - fez uma pausa imaginando que palavras usar - Você deve ter percebido que eu andei sumido por estes tempos, não? É por que eu estava treinando uma magia antiga, é uma técnica antiga que já foi usada por alguns bruxos muito poderosos para defender seus tesouros. - achou melhor não comentar que foi usado, também, para eliminar inimigos - Eu aprendi a fazer inferis! A frase saiu muito pior do que ele havia imaginado, agora ele parecia ser um maníaco. Magia das trevas, quebrar regras básicas do colégio e se colocar em risco. O mal estava feito, nada mais se podia fazer, a não ser esperar para ver o que o primo acharia disto.

The Lady

Júlia de Andrade
Mas antes de subir, encontrei com Seto. Ele parecia meio indeciso sobre de onde assistir o jogo e eu realmente tive de sorrir com isso. Ele era um grifinório, o natural seria torcer pelos vemelhinhos, mas Marcelo era um dos melhores amigos dele e primo e Akane... Bom Akane era a irmã dele.

Acho que realmente ficar na arquibancada da grifinória e acabar acidentalmente ouvindo alguém incitar um batedor a lançar um balaço nela não seria algo lá muito saudável para ele... Ou para quem disse tal coisa, óbvio.

- hn... Sabe, você podia esquecer da sua casa e subir comigo – disse apontando a arquibancada da corvinal. - melhor que ficar indeciso no meio do caminho. Eu sei que você vai acabar torcendo pelo Marcelo e a Akane de qualquer maneira... – disse dando de ombros.


The Comedy

Kimihiro Matsuri
Eu quero ver, quero quero quero quero quero! Nhaaa será que meu Onii-sama deixaria eu ver o caderninho dela? '0' Não custa perguntar né? Afinal, quem tem boca vaia a Roma, no caso, fala com o irmão misteriiii~

Logo ela saira da biblioteca e eu ficara sozinho com Sorata. Pela primeira vez no dia estávamos a sós e juntos. Assim pude fazer aquilo que eu queria fazer desde manhã cedinho. Abraçar meu irmão com força até esmagar ><'' Um abraço forte e quente era o que eu costumava dar em meu irmão quando estávamos juntos. Eu me sentia confortavel perto dele, protegido literalmente '0'

-Aquela pasta, me deixou confuso. Desde quando você escreve partituras? Não me contou algo assim, que cruel ;3;''


The Romance


Guilherme de Andrade e Gabriel Enkelis
- É só um abraço... Certo? – perguntou, um pouco de hesitação era visível no tom de sua voz o qual Gabriel provavelmente notou.

– Não Guilherme, é só um pretexto para eu te agarrar aqui mesmo e te beijar... – Disse Gabriel serio para Guilherme quando o mesmo questionou o seu pedido de abraço, depois um sorriso bem calmo apareceu no rosto do sextanista. – Brincadeira. - antes que se arrependesse da sua decisão ou Gabriel continuasse a falar, Guilherme encurtou a distância, o abraçando de uma vez.

Era ao mesmo tempo estranho, mas nostálgico. Parecia ao mesmo tempo certo e errado... E ele não conseguia definir aquela situação com palavras por que, sempre que tentava, elas pareciam contraditórias demais...


The Moment

Telbalt Yura
Logo ele notara que alguém começara a cair da vassoura. Mas que coisa, mal começara a temporada de Quadribol e Tebalt já teria a chance de atacar alguém que sanguraçe no meio do campo. Seria uma cena épica. O vampiro lutando para se controlar enquanto aquele sangue fresco escorrega sobre a grama molhada pela chuva de madrugada. Seria uma sensação de extremo agrado...Prazer. Afinal, não havia nada melhor que o sangue fresco de alguém.

-Será que ela chega ao chão...?-Falou bem baixinho e mentalmente torcia para que sim, queria sangue...Queria muito sentir o cheiro, só de pensar já começava a sofrer as alterações corporais.





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 Yusuke Ichigo

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Yusuke Ichigo
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MensagemAssunto: Yusuke Ichigo   Seg Mar 02, 2009 9:35 am

FICHA DE INSCRIÇÃO PARA ADULTOS


..:: Dados do Player ::..


Amanda e nem vou falar nada, né? ¬¬


..:: Personagem ::..


Nome:Yusuke Ichigo
Idade: 23 anos
Raça: sangue-puro
Data de Nascimento: 01/03/2064
Local de Nascimento: Nagasaki, Japão.



..:: Atributos ::..


Família Ichigo: +2 em riqueza e +1 em inteligência
Lobisomem: +1 força +1 agilidade +1 reflexo

Força: 3+1=4
Agilidade: 5+1=6
Equilíbrio: 4
Mira: 5
Reflexo: 4+1=5
Inteligência: 8+1=9
Riqueza: 3+2=5



..:: Família ::..


Pai: Otto Ichigo
Mãe: Amy Kawaguchi Ichigo (in memorian)
Irmãos: não tem
Outros parentes: nenhum que influencie inicialmente.
Situação financeira da família: Boa/ótima os Ichigo são bem ricos, embora que Kira não use muito esses recursos que a família lhe oferece, uma vez que passou um grande tempo longe de qualquer pessoa (vide história).



..:: Descrição Física ::..


Olhos: azuis escuros, quase negros e que ganham um leve tom ambar quando transformado.
Cabelo: castanhos, lisos, às vezes parecem ter um leve ondulação. São repicados e compridos na maior parte do tempo.
Altura: 1,75 cm (sim ele é bem alto para a média dos japas)
Estrutura do corpo: corpo magro, mas com alguma musculatura mais evidente nos braços, e de pele bem pálida, proporcional à sua altura e um tanto andrógeno, mas não tanto quanto uma boa parte dos japas desse fórum he.
Avatar: Shiroyama Yuu, conhecido como Aoi, guitarrista do The GazettE



..:: Descrição Psicológica ::..


Personalidade: YUsuke infelizmente sofreu logo desde cedo por ter sido mordido por um lobisomem. Perdeu a mãe por isso em uma de suas transformaçãoes. Sua vida melhorou um pouco quando lhe ofereceram a oportunidade de estudar em Shiruiki, quando se tornou mais alegre e comunicativo, como um adolescente normal, mas levou uma nova reviravolta que o fez se tornar depressivo quieto, calado e solitário quando certa vez ocorreu um acidente que causou a morte de dois de seus amigos.
Anseios: que alguém encontre uma cura para a licantropia...
Medos: que mais alguma pessoa se machuque, especialmente Kira e Subaru, seus únicos amigos.



..:: Shiruiki ::..


Profissão: Professor de História da Magia
Varinha: pena de fênix, 30 cm, castanheira, flexível. boa tar encantamentos e feitiços de contensão.



..:: Extras ::..


Características Especiais: Ichigo's Family member
Características Especiais: Lobisomem / homossexual
Objeto Mágico: non



"Another History, uma aventura pelo mundo da magia japonesa que vai conquistar você"
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Yusuke Ichigo
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MensagemAssunto: Re: Yusuke Ichigo   Seg Mar 02, 2009 9:35 am

..:: Ação ::..

Spoiler:
 

Yusuke acordou com os olhos pesados e se sentou na cama. Estava novamente em Shiruiki.

Tanto tempo ele tentou evitar voltar e no fim acabava sendo convencido a isso por Subaru? O que raios ele estava fazendo mesmo? Era melhor voltar a sumir e nunca mais aparecer.

Era o melhor para todos. Porque ele não queria mais acordar sentindo o forte e enjoativo cheiro de sangue e descobrir que mais gente inocente morrera por sua causa. Ele não suportaria isso.

- Não está pensando em fugir de novo, está? – Yuu se assustou quando olhou para o lado e deu de cara com o amigo sorridente o encarando. Como Subaru entrou ali mesmo?

- ... – ele não conseguiu dizer nada, só ficou olhando para o mesmo e notando que, próximo da porta, Kira o encara de braços cruzados encostado na parede e como ele estava bonito naquela manha... Mas isso não são coisas que ele devesse pensar naquele momento, certo?

- ahhh eu não acredito, ele estava pensando nisso mesmo! – disse Subaru com uma voz manhosa de descontentamento – Kou, o que nós fizemos pra ele não nos suportar mais?

- não tenho idéia. – disse Kira com um sorriso sarcástico – mas não ligue Ruu-chan vai ver ele é um baka mesmo...

- ei! E vocês me xingam na minha frente ainda por cima? – perguntou indignado.

- ele fala! Que novidade interessante essa... – disse Subaru com um sorriso de orelha a orelha – mas sério Yuu... Está na hora de acordar, antes que se atrase para o seu primeiro dia como professor. E você não vai querer ser visto como um professor relapso pelos seus alunos se não quiser ter problemas depois – disse piscando o olho.

Yuu tinha então se levantado e se dirigiu para o banheiro fechando a porta atrás de si. Tomou um banho rápido e se vestiu apropriadamente, para voltar ao quarto e encontrar os amigos ainda ali lhe esperando.

- Vamos então? – perguntou Subaru alcançando a porta – se eu não aparecer logo na estufa acho que o sensei vai me matar... – comentou enquanto caminhavam pelos corredores.

- e como vão os seus aprendizados? – perguntou Yuu para o mais novo. Subaru ainda não era professor, apenas aprendiz de professor ou estagiário melhor explicando...

- bem, eu acho... – disse pensando no que lhe foi perguntado – pelo menos eu estou vendo exatamente como eu tenho que lidar com os alunos quando me tornar professor. A matéria de herbologia em si nem é problema pra mim... Muito ansioso para sua primeira aula? É justo com o quinto ano... Eles fazem a maior bagunça, lembra Kou? – perguntou Subaru animado.

- eles me lembram bastante a gente quando na idade deles... – disse com um sorriso. – o Kamenari é uma cópia perfeita do Yuu, e o Sakurazuka tem muito a ver com você Ruu-chan.

- yeep – disse Subaru concordando. – no fundo acho que eles são bem legais, não gosto muito é de alguns alunos do sexto ano... Eles me dão arrepios.

- e você vem dizer isso assim na cara de pau? Você ainda pode acabar sendo professor deles... – disse Kira rindo.

- sim, mas se for vai ser só por um ano, então pra quê me preocupar? – rebateu o baixinho.

- certo baixinho – comentou o outro.

- iie... Baixinho não!!! – reclamou Subaru.

- mas olha a sua altura! – disse o loiro rindo – você, se bobear, é mais baixo que alguns quintanistas...

- mas não precisa lembrar disso, né? – disse Subaru em um falso tom choroso.

Yuu olhava a conversa com um sorriso. Tinha se esquecido do quão bom era ouvir os amigos falando, comentando, conversando.

No fim ele estava de certo modo feliz de estar de volta, mesmo que o medo de machucar alguém estivesse sempre ali...

- no que está pensando? – Yuu se assustou com a pergunta, porque estava distraído e não viu quando Kira se aproximou dele para sussurrar a pergunta no seu ouvido, enquanto Subaru estava cumprimentando sua gêmea, que passava pelo corredor naquele momento.

- não faça isso... Você me assusta – reclamou e só ouviu um riso baixo do outro.

- mas e então, no que estava pensando? – insistiu.

- que tinha me esquecido do quão bom era estar com vocês... – respondeu.

- espero então que isso seja uma confirmação de que você não vai aproveitar a primeira oportunidade para fugir, certo?

Tudo bem, quando acordou, ele realmente pensou em fugir, mas agora ele começava a ficar em dúvida de se realmente faria isso de novo...

- não, eu não vou fugir – disse ele encarando o loiro agora. E ele desejou não ter encarado, porque isso só o fez sentir novamente aquela aura natural do outro que sempre o deixava louco, que sempre o fazia ter vontade de agarrá-lo e nunca mais soltar, ainda mais misturada aos sentimentos que ele nutria pelo outro.

- que bom... – disse o outro sorrindo. – mas agora de verdade, temos que nos apressar, porque o café já está terminando e as aulas vão começar... – disse desviando o olhar dele, o que fez a aura se dissipar um pouco. – nee... Eu não acredito que logo na primeira aula vou ter que pegar os pirralhos do terceiro ano – reclamou.

- depois você fala de mim.. – reclamou Subaru, que terminara de falar com Izuzu e voltara agora sua atenção de novo para os amigos. – bom, eu to indo mesmo agora, nos vemos na hora do almoço – disse acenando para os amigos e já se afastando. Estavam próximos da saída do castelo, e o amigo saiu pela porta do mesmo correndo pelos jardins indo direto para as estufas.

Yusuke ainda estava meio balançado pelo loiro. Pensava em como iniciar o assunto que queria: sobre eles. Era a primeira vez que se encontravam desde que ele tinha fugido há cinco anos...

- Kou eu... – ele começou tentando escolher as palavras para dizer o que pretendia – eu queria...

Mas o outro, no entanto, o cortou, olhando para o outro lado.

- eu também preciso ir... Tenho que arrumar as coisas para a aula de hoje antes dos alunos chegarem... – disse Kira sem o encarar. – nos vemos depois Yuu.

Depois que viu o loiro se afastar rapidamente, Yuu ainda ficou um pouco ali parado antes de se lembrar de que tinha de subir logo antes que se atrasasse para sua própria aula.

Foi direto para a sala, no mesmo local que ele ainda se lembrava e tratou de arrumar algumas coisas rapidamente com alguns acenos de varinha antes de se sentar e esperar os alunos chegarem.

À medida que os alunos chegavam e iam se acomodando, ele ia avaliando os mesmos com o olhar. Nada de surpreendente, até que um grupo animado de cinco garotos entrou conversando.

- mas esse ano vai ser menos corrido né? Quer dizer... Kat, você não vai precisar estar o tempo todo na biblioteca, vai? Os exames foram no ano passado... E nós ainda temos de arranjar tempo pra ensaiar mais! O que acha? – perguntou um garoto com o uniforme de hidaki que parecia ser um tanto que baixinho, mas que para compensar isso, usava altos coturnos de plataforma que o deixavam com uma altura próxima à dos colegas. Tinha os cabelos loiros e espetados. Ele falava com um garoto que tinha os cabelos de um tom avermelhado com uma leve propensão ao roxo.

- vou pensar no seu caso – disse o último, que usava o uniforme da zõkori – Hey Shin, o que acha? Kyo quer estudar menos e ensaiar mais esse ano... – perguntou para um outro loiro que também usava o uniforme da zõkori e tinha um distintivo de monitor reluzindo no peito.

- como assim? Estudar menos? Kyo, agora é que as matérias vão começar a exigir mais da gente e você quer estudar menos? Quanto aos ensaios eu concordo... O que acha Dai?

- eu acho que estudar demais é ruim... – reclamou o outro garoto, de cabelos avermelhados que também era de hidaki, recebendo um sorriso do monitor, enquanto balançou a cabeça negando. – Toshi?

- eu não quero me matar de estudar não... Porque não podemos estudar normalmente como os outros? Sem horas e horas na biblioteca? Assim tem mais tempo pros ensaios e o quadribol! – disse o último dos cinco, que era de Umeki e tinha os cabelos espetados e azuis.

- ai ok, ok, vocês venceram, como sempre... - disse o monitor concordando – Kat?

- certo, menos estudos esse ano, mas isso não se aplica ao horário de aula – disse se sentando – então agora vamos prestar atenção?

- aahhhh, mas, história da magia? História é tão chato... – reclamou o garoto de hidaki se sentando ao lado do outro. Os outros se sentaram próximos também.

O olhar de Yuu e fixou no garoto de zõkori que os outros chamaram de Kat. Ele, sendo lobisomem, pôde perceber que estava frente a frente com outro de cara. E se surpreendeu ao ver como ele parecia feliz. Se ele não soubesse instintivamente que o outro era um, jamais desconfiaria. O garoto levantou o olhar e encarou o professor que o encarava, com uma espécie de curiosidade e surpresa. Estaria ele percebendo que seu novo professor também era um lobisomem? Yuu não poderia dizer exatamente o que o outro estava pensando, afinal não era legilimente para isso.

- ok, Kyo, mas acho que o professor não está gostando muito de a gente ficar conversando na aula - disse Kat desviando o olhar do professor e olhando para o garoto ao seu lado, que se calou depois dessa, um pouco chateado, mas se calou.

- bom, agora que terminaram de conversar e reclamar de minha "aula chata", eu acredito que podemos começar, não? – perguntou, fazendo um gesto com a varinha e fechando a porta. – Eu sou Ichigo Yusuke e serei o novo professor de história da magia de vocês agora que o professor Akibara se aposentou. – disse notando com um sorriso de canto que alguns alunos pareciam aliviados com a saída do outro professor. – sendo que vocês estão no quinto ano, acredito que devam estar estudando história geral da magia, guerras dos duendes, certo? – disse olhando as anotações deixadas pelo professor anterior – pois bem, então peço que abram seus livros na página 243, capítulo IX para acompanharem o que vou lhes contar agora. – disse esperando os alunos o fazerem, alguns de má vontade, outros sem grande modificação no humor e alguns poucos com interesse, mas poucos mesmo.

É, ele sabia que a matéria que ensinava não era das mais interessantes e eram poucos os que gostavam como ele, mas enfim, ele iria dá-la do mesmo jeito.

Durante o resto da aula, falou sobre as revoltas e os nomes dos duendes, de vez em quando parando para fazer uma pergunta sobre o assunto, de modo que os alunos que não estavam prestando atenção se perdiam completamente, e assim fazia a turma se esforçar em prestar atenção no que ele falava.

No fim da aula, pediu um trabalho de 65 cm sobre a revolta da qual ele falara, com uma análise crítica da mesma no final para a próxima semana.

Depois que os alunos estavam indo embora, ele chamou o garoto que tinha lhe chamado a atenção para falar com ele. O mesmo se despediu dos amigos e disse que os encontrava no salão cerimonial para almoçar logo depois e parou na frente da sua mesa, esperando o professor dizer o que era.

- qual o seu nome? – perguntou Yuu olhando nos olhos do garoto.

- Katsuya, Kasuya Kamenari – disse o outro. – professor, posso lhe fazer uma pergunta?

- mas é claro, o que foi? – perguntou.

- porque, durante a aula toda, o senhor não parava de olhar para mim? Quer dizer... Eu não fiz nada de errado, fiz?

- não, você não fez nada de errado – disse Yuu – eu só estava curioso com uma coisa... – ele se assegurou de ter certeza de que todos os alunos tinham saído da sala para voltar a falar com o outro sério – eles sabem?

- nani? – perguntou Katsuya confuso

- sobre onde você passa as noites de lua cheia – disse professor sério – eles sabem?

- como...? – começou a perguntar, mas não chegou a terminar, porque antes disso o professor o interrompeu, fazendo um gesto dizendo que não precisava mentir.

- você não precisa mentir, eu sei. Imagino que você também saiba ou pelo menos suspeite sobre mim...

- então o senhor realmente é um... Também? – perguntou sem dizer a palavra que os dois já sabiam qual era.

- sim, sou. Quero lhe alertar para algo Katsuya. Não pense que seus amigos nunca vão descobrir o sobre o seus segredos. Por isso, tome muito cuidado para que não aconteça uma tragédia – disse sério. O garoto assentiu.

- eu vou tomar. Eu sempre tomei a vida toda... – disse baixinho, sem encarar os olhos do professor.

A vida toda? Por Kami-sama, em que idade esse garoto foi mordido, coitado? Porém, como sua intenção não era afogar o outro em perguntas ele encerrou a conversa ali.

- certo, só estou lhe lembrando porque sei o quão terrível é a culpa quando não tomamos o devido cuidado e as coisas escapam do nosso controle. Agora, pode ir... – disse o professor, que recebeu um leve aceno antes de o garoto sair rapidamente da sala, provavelmente em direção ao salão cerimonial procurar os amigos...

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..:: Yusuke Ichigo ::..
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Yusuke Ichigo
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MensagemAssunto: Re: Yusuke Ichigo   Ter Mar 03, 2009 9:28 am

..:: História ::..

Sangue... Sangue cobrindo o chão.

E novamente a solidão.

Em meio ao sangue e restos destroçados, roupas rasgadas e manchadas, o corpo nu de um rapaz de aparência jovem, com não mais que dezessete ou dezoito anos. O mesmo, ainda de olhos fechados, chorava compulsivamente e temia abrir os olhos para ver aquela destruição que ele já sabia que iria encontrar.

Ele tinha medo, mas sabia exatamente quem encontraria ali, e essa era sua maior dor.

Porque ele era um lobo solitário que aprendeu da pior maneira que nunca devia ter tentado fazer amigos, porque agora, os restos daqueles os quais ele tanto amou estavam naquele chão frio...

Ele não queria pensar na possibilidade de machucar mais ninguém e por isso decidiu daquele momento em diante, se afastar de tudo e todos.

Yusuke Ichigo estava, naquele momento, tomando a mais dura decisão de sua vida em prol da segurança dos que viviam a sua volta.

Não queria mais perder ninguém além daqueles que se encontravam mortos naquele chão.

Enquanto ele corria, bateu de encontro a alguém. Alguém que segurou sua mão o impedindo de continuar. E ele sabia quem era.

- Yuu... Não faça isso, não foi sua culpa...

- não foi minha culpa Kira? É claro que foi minha culpa! Eu sou um monstro, nunca devia ter me misturado com outras pessoas... – disse com as lágrimas escorrendo no rosto. Ele não encarava o outro a sua frente.

- não diga isso Yuu... E não vá, não faça isso comigo e com você mesmo... – disse o outro, beijando os lábios do moreno.

O suave contato que se tornou um beijo cheio de sentimentos e paixão de ambas as partes.

- eu não posso ficar perto de você Kou... Eu não quero te ferir – disse ele se soltando do outro e correndo para longe sem ouvir mais o que o outro disse.

x.x.x.x.x.x

Yusuke Ichigo era um menino totalmente normal. Ou tão normal quanto pode ser um bruxo. Herdeiro de uma família de sangue puro, ele teve uma infância relativamente boa, sem nenhuma dificuldade financeira e tendo o amor dos pais. Aos nove anos, no entanto, algo aconteceu para mudar sua vida. Algo que tornaria sua existência amaldiçoada pelo resto dos seus dias. Ele foi mordido por um lobisomem.

De início, ele não entendeu porque seus pais choraram tanto, apesar de feio, era apenas um machucado e sararia, não?

Em sua inocência infantil ele não tinha idéia de o que realmente significava aquele ferimento. Mas ele entenderia quando acontecesse sua primeira transformação...

x.x.x.x.x.x

- Papai? – perguntou a criança puxando a manga da roupa do pai, que parecia preocupado com algo. – o que a gente faz quando tem sonhos ruins? – o pai se virou para o pequeno, seus olhos estavam um tanto inchados e vermelhos.

- que tipo de sonho ruim você teve? – perguntou colocando a criança no colo.

- tinha um monstro.... Ele queria me levar pra longe de vocês... Ele disse que ia levar... Na noite de lua-cheia – disse o menino de nove anos com a voz meio chorosa. O pai tinha arregalado os olhos ao ouvir o menino falar, mas depois deu um sorriso triste e abraçou o filho.

- nenhum monstro vai tirar você de nós Yuu... Nenhum... – disse baixinho mais para si do que para o garotinho em seu colo, que o abraçou bem forte.

x.x.x.x.x.x

A primeira vez que se transformou, não entendeu porque os pais o colocaram no sótão. Ele tinha feito algo errado? Tinha sido um mau menino? E o que era aquilo, aquele mal estar que parecia se intensificar a cada instante?

Era uma dor que parecia que o rasgava todo e ele chorou chamando pelos pais.

Mas eles não vieram socorrê-lo. Ninguém veio.

No dia seguinte, acordaria pelado com o sótão todo revirado e destruído, as marcas das garras de um monstro por todos os lados. E ele finalmente começaria a entender, porque, no fundo, ele saberia que o monstro estaria sempre dentro dele...


x.x.x.x.x.x

Como um lobisomem poderia freqüentar uma escola de magia com outras crianças normais? Quer dizer... Ele tinha medo de machucar os outros, mais do que qualquer coisa.

Aos onze anos ele já tinha tido uma amostra real do que o monstro dentro de si poderia fazer quando, em uma de suas transformações, sua mãe não agüentou ouvir seu sofrimento e abriu a porta para abraçá-lo e confortá-lo. Péssima idéia. Assim que o lobisomem apareceu, a ele não era mais o filhinho querido dela e justamente por isso a matou. No dia seguinte foi a primeira vez que ele acordou em meio a sangue.

Ele só acordaria assim duas vezes, mas essas seriam tão terríveis e significativas que não havia como ser pior...

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O diretor da academia de magia Shiruiki foi conversar com os Ichigo em pessoa para propor levar o menino para estudar na academia. E por mais que Otto Ichigo não achasse isso possível, o diretor lhes mostrou como teria toda a segurança possível para garantir que nada sairia errado e assim proteger a integridade tanto de Yusuke quando dos colegas.

Ir para Shiruiki ao invés de se esconder talvez fosse uma das coisas que mais fez a diferença na vida de Yusuke. Porque foi lá que ele redescobriu o que era ter uma vida normal (ou tão normal quanto possível). No primeiro ano, fez amizade já com três outros garotos, todos do mesmo ano que ele: Akira Konagawa, Ruki Umeda e Kira Shiroyama.

Akira e Ruki eram engraçados e muito comunicativos e dividiram uma cabine com ele no barco em direção à Shiruiki. Logo se tornaram amigos. Mesmo que Yusuke fosse muito tímido era praticamente impossível não se tornar amigo dos dois garotos.

Ele e Akira tinham sido selecionados para Zõkori, mas Ruki tinha infelizmente sido separado deles ao ser selecionado para Hidaki. Nada que afetasse a amizade deles, afinal divisão de casas não servia para determinar quem podia ou não ser amigo de quem, certo?

Agora sobre Kira...

Yusuke o conheceu na viagem de barco também, mas à primeira vista não gostou dele. Por quê? Oras, o loiro era muito arrogante e desde a primeira vez que se falaram Yuu teve a sensação de que o outro tratava todos como se fossem inferiores, algo que ele não gostou nem um pouco.

Mas mesmo não gostando do jeito do outro, não conseguia deixar de admitir que quem mais lhe chamara a atenção era Kira. Por quê? Bom, ajuda dizer que não era apenas com ele, mas com todas as garotas do colégio e mais uma boa leva de garotos? Era difícil desviar os olhos do loiro, de aparência tão andrógena e delicada, que mesmo com o nariz empinado ainda continuava a ser encantador.

O loiro foi para Sumeragi, obviamente. Alguém ainda tinha alguma dúvida depois do que foi dito sobre ele?

Durante metade do ano, toda santa vez que se encontravam, Yusuke e Kira discutiam o que era algo difícil de acontecer se tratando de Yuu. Brigar assim com alguém? Só com Kira mesmo...

Porém, depois de um trabalho que foram obrigados pelo professor a fazerem juntos, eles acabaram percebendo que o colega ao lado, que já era quase um inimigo declarado, não era assim tão chato. E a amizade começou a florescer entre eles.

O fato é que Kira, ou Kou como costumava chamá-lo, lhe revelou mais tarde o mistério sobre sua aparência: sua mãe era uma veela, e ele tinha herdado algumas das características da beleza desse seres encantadores. Estava então explicado como ele chamava tanta atenção...

Com relação aos estudos em si, Yusuke se saía bem, tinha certa facilidade com as matérias, mas sua preferida era história da magia, tanto que, muitas vezes, para a reclamação dos amigos, ele ia para a biblioteca só para passar a tarde lendo sobre algum assunto dessa matéria, como se essa fosse a melhor coisa do mundo. E talvez, para ele, fosse mesmo uma das melhores coisas...

O ano se findou e com isso novamente Yusuke voltava para a sombria mansão Ichigo. Depois de tantos momentos felizes, a aura pesada daquela casa parecia ainda pior, porque Yuu descobriu que o pai aparentemente estava o culpando pela morte de sua mãe.

Ora, ele mesmo já se culpava e muito, mas ouvir de outra pessoa que ele era culpado o fez se sentir realmente péssimo...

E a convivência de pai e filho agora se tornara nada mais do que olhares atravessados e cabeças abaixadas. Não comiam em mesmos horários, não se falavam e cada um sempre ficava o mais longe possível do outro, mesmo que morando na mesma casa (ou mansão melhor dizendo).

Isso se refletia também em suas transformações, nas quais o lobisomem confinado agora se machucava e destruía muito mais, aumentando, e muito, o número de machucados e ferimentos nos dias seguintes...

Foi um alívio para Yusuke quando finalmente pôde voltar à escola para seu segundo ano. Rever os amigos foi uma dádiva, porque a companhia deles levantava o seu astral.

O segundo ano se passou sem grandes novidades, talvez uma leve tensão por certa desconfiança de Kira sobre os “sumiços de Yusuke” todo mês...

Nas férias, Yusuke agora tinha de agüentar o pai em decadência, bebendo até cair e toda santa vez que o tentava ajudar tudo o que ele fazia era repetir que ele era o culpado de tudo, que deveria ter morrido e não apenas sido mordido naquela noite de lua cheia quando tinha só nove anos.

Era duro ter de ouvir isso. Que seu próprio pai preferia que ele estivesse morto.

O terceiro ano se passou sem novidades, de modo que nem vou relatá-lo, passando logo para o quarto ano, onde Yusuke fez mais um amigo. Mais um grande amigo.

Subaru Yuu Nishimura era um primeiroanista quando o conheceu na viagem até Shiruiki. Mas mesmo assim, lhe cativou de modo realmente impressionante. Tornaram-se logo amigos. Subaru então entrava para a turma, completando o grupo de amigos. Os cinco garotos: Yusuke, Akira, Ruki, Kira e Subaru. Eram os melhores amigos e sempre se divertiam muito juntos.

Naquele ano também, Yusuke acabou entrando para o time de quadribol. Ele fizera o teste ao acaso, mas como se saiu muito bem, logo estava no time, como batedor. Akira e Ruki também jogavam quadribol, mas Kou nem quis tentar, apesar de que ele provavelmente se desse bem como apanhador uma vez que era bastante ágil. Segundo ele, o quadribol era um esporte violento demais e ele não queria se arriscar de levar um balaço na cabeça.

Quanto aos M.S.'s, nenhum dos amigos teve dificuldades, mas com toda certeza os melhores resultados foram de Yusuke e Kira.

No quinto ano, Kira foi nomeado monitor, e então, apesar de sua arrogância ter relativamente diminuído desde que tinha conhecido os amigos, ele realmente retrocedeu um pouco nesse aspecto, na opinião de Yuu. Porque ele tinha realmente gostado muito de usar a monitoria para aproveitar e mandar nos outros.

Mas por mais irritante que isso fosse, havia algo que o irritava mais. Ele mesmo. Porque algo não estava certo se ele estava começando a olhar demais para o amigo.

Era um sentimento completamente estranho para ele, mas sempre que via o outro agora ele sentia seus batimentos cardíacos acelerarem e não raro ele se pegava pensando nas coxas do outro.

Quer dizer... Que tipo de amigo ele era se ficava pensando nas belas coxas do amigo? E porque parecia que de repente o poder que o outro exercia sobre si naturalmente por sua inevitável aura de sedução tinha sido no mínimo multiplicado umas 10 vezes?

Yusuke ainda estava descobrindo os encantos de se apaixonar por alguém. Não tinha ainda realmente entendido o que significava aquele sentimento de raiva e inveja sempre que via o loiro com algum outro colega pela academia. E logo ele se pegou pensando o quão bom seria se ele pudesse ter a atenção do loiro única e exclusivamente para ele.

O medo de uma rejeição, no entanto, era grande. Em sua vida por diversas vezes ele foi rejeitado de várias formas e por várias pessoas por ser o que ele era. Seu próprio pai o rejeitava como filho! Como então arriscar aquela amizade tão valiosa que tinha com o loiro para poder talvez provar de seus lábios?

Não, ele não diria absolutamente nada a Kira. E seria Kira que teria que tomar o primeiro passo para que os dois se entendessem...

Imagine a surpresa quando, na época de natal, que Yuu sempre passava em Shiruiki (não havia nada bom lhe esperando em casa), Kira não só lhe fez companhia, como, depois de uma partida de xadrez bruxo, reclamou algo sobre a "lerdeza dele de entender as coisas que estavam debaixo do seu nariz" e o puxou para um beijo, seu primeiro beijo.

Daquele momento em diante, estando cientes do quanto um sentia pelo outro, os dois se tornaram, então, namorados.

Era tudo aparentemente perfeito. Mas por quanto tempo permaneceria assim?

No sexto ano veio a grande descoberta. Kou resolveu abrir o jogo com Yuu e contou que já sabia, desde o terceiro ano, que ele era um lobisomem.

Yusuke a princípio não saia o que dizer. Quando você guarda um segredo tão terrível e de repente alguém que você ama demais e que não quer perder chega até você e diz que já sabe de tudo, você começa a se desesperar. Mesmo quando o outro insiste em dizer que está tudo bem, porque não existe como estar tudo bem. Ele era um monstro, tinha matado a própria mãe a quem queria enganar?

Mas Kira não lhe deixou. Continuou ao seu lado, renovando as promessas e juras de que nunca o deixaria sozinho. Na verdade queria ir mais além, queria usar sua recém dominada animagia para lhe fazer companhia nas noites de tormenta, mas Yuu o proibiu disso. Não queria sequer pensar no que o monstro que ele se transformava poderia fazer ao amado. Sentia-se melhor sabendo que ele estava longe e em segurança.

O que ele não contava era que, se Kira havia descoberto há tanto tempo sobre seu segredo, era óbvio que logo os outros amigos também começariam a desconfiar.

Então imaginem a cena: no final do sétimo ano, preocupados com os sumiços do amigo, Akira e Ruki resolveram que o melhor modo de descobrir o que se passava era seguir o amigo. Subaru não concordou com isso, dizia freqüentemente o quão errado era eles fazerem isso e que eles nem ao menos sabiam o que iriam encontrar, mas eles nem ouviram.

E essa idéia não poderia ter sido pior. Porque nenhum dos dois jamais imaginou que o que encontrariam quando seguiram o amigo fosse um lobisomem enclausurado e sedento de sangue.

Inevitavelmente o lobo, sem se preocupar com quem eram os intrusos, atacou sem piedade, matando e estraçalhando até não ser mais possível. No dia seguinte, Yuu acordou e sentiu aquele cheiro terrível de sangue, se lembrando da última visão que teve antes da mente ceder local à fera, dos amigos o encontrando.

Ele então sabia de quem era o sangue e os restos mortais a sua volta. Mas não queria pensar nisso.

Este era o fim do ano já e ele não podia mais agüentar ficar mais nem um minuto naquele lugar. Não queria correr o risco de machucar mais ninguém. E se ele acabasse ferindo Subaru da próxima vez? Ou pior ainda, se ele machucasse Kou? Não, ele não podia mais ficar ali, de jeito algum.

Spoiler:
 

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Última edição por Yusuke Ichigo em Ter Mar 03, 2009 9:37 am, editado 2 vez(es)
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MensagemAssunto: Re: Yusuke Ichigo   Ter Mar 03, 2009 9:29 am

[ ... ]

E assim Yusuke fugiu. Fugiu de tudo e todos, passando praticamente cinco anos longe, solitário e totalmente afastado tanto do mundo bruxo quanto do trouxa, vivendo em florestas e locais desabitados.

Ele acreditava que assim continuaria por todo o resto de sua vida, mas parecia que seus amigos não queriam isso para ele...

Subaru foi quem o encontrou. Yuu tentou fugir, mas Subaru lhe disse que não desistiria que iria continuar o procurando até que ele estivesse disposto a ouvi-lo. O baixinho era insistente, embora que paciente. E Yusuke se viu sem escolhas do que não ouvir o que o outro tinha a dizer.

Subaru então lhe contou então sobre tudo o que ele perdera ao se esconder da civilização e também disse que lhe veio fazer uma proposta feita pelo diretor, que estava para se aposentar. O velho diretor, aquele que tinha ido até a sua casa quando era apenas uma criança de onze anos e lhe dado a oportunidade de poder estudar magia, agora lhe oferecia a oportunidade de emprego: ser professor de História da magia da academia. O atual professor estava se aposentando o diretor não tinha encontrado ninguém que lhe agradasse para ocupar o cargo.

E Subaru, que continuara na academia como aprendiz do professor de herbologia, sugeriu-lhe o nome do amigo.

Não era segredo para ninguém, que mesmo que ele não tivesse prestado os exames finais, Yusuke Ichigo era um dos melhores alunos da escola. E por isso mesmo que o diretor resolveu aceitar a sugestão de Subaru, desde que o mesmo encontrasse o amigo que estava sumido.

Yuu ficou de certo modo muito lisonjeado com a oportunidade, mas... Voltar a se misturar por entre as pessoas depois de tanto tempo... Correr o risco de machucar outras pessoas...

Subaru lhe explicou também que a nova professora de Poções estava ciente da situação e tinha se disposto a fazer para ele, todos os meses, a famosa poção mata-cão, uma poção rara e difícil de ser preparada que, se tomada antes da transformação, faria com que o lobisomem conseguisse manter sua mente humana, se tornando inofensivo.

O amigo estava realmente decidido a não deixar que ele escapasse. Não parecia disposto a aceitar um não de sua parte.

E ele acabou aceitando a proposta.

Quem diria, no entanto, que quando ele voltasse à civilização e fosse para Shiruiki, encontraria Kira lá, dando aulas de estudo dos trouxas? Depois de tanto tempo e com a última despedida ainda viva na mente dos dois, nenhum deles sabia exatamente o que dizer e menos ainda o que pensar.

Era estranho. E nenhum dos dois tem certeza de como se aproximar e se devem o fazer para retomar de onde tinham parado. Isso é algo que ainda está pendente em sua vida.

Agora, sendo que ele é professor há apenas um ano, Yusuke, no entanto, tem seus olhos voltados para outro problema.

Um lobisomem consegue, de algum modo instintivo, descobrir outro assim que coloca os olhos nele. E ele sabia que um de seus alunos do sexto ano, Katsuya Kamenari era um desde que o mesmo entrou em sua sala pela primeira vez.

E para seu espanto (e preocupação) a situação do mesmo não era muito distinta da sua quando jovem. Ele era de Zõkori (como ele) e tinha amigos que o cercavam e realmente se importavam com ele (como ele, Kou, Ruki, Akira e Subaru eram) e parecia gostar de um deles (como ele gostava de Kou).

O medo dele que a história se repetisse ali era grande. E ele decidiu que faria de tudo para preservar a alegria que o garoto irradiava. Ele, pelo jeito, ainda não carregava o peso da morte de ninguém nas costas. E era preferível que continuasse assim.

Então vejamos agora o que mais ainda será escrito na história desse nosso amaldiçoado professor daqui para frente...

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MensagemAssunto: Re: Yusuke Ichigo   Ter Mar 03, 2009 1:45 pm

Ação explêndida, história magnifica... o que dizer mais se não aprovado?

Sim, Liberado, boas aulas e boa sorte

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MensagemAssunto: Re: Yusuke Ichigo   

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